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sábado, 12 de março de 2016

Todos somos marca!

Não te enganes! Tu és uma marca! 

E a forma como geres a tua marca define o teu sucesso pessoal e profissional.


Já alguma vez tinhas pensado nisso? Será que pensas que apenas os famosos é que são marca?


Olha para as fotos acima. Consegues identificar todas as pessoas? Consegues atribuir-lhes traços de personalidade que definem a sua marca pessoal?
Vejamos o exemplo de Angelina Jolie: humanitária, sociável, responsabilidade social, afectiva, criativa,...
As características da sua personalidade são então as características da sua marca. Quem goste da pessoa que ela é, a promova, vá ver os seus filmes, leia entrevistas com ela, à partida identifica-se com os traços da sua personalidade.

Então a marca não é o meu logo, ou cartão de visita, ou currículo, ou apresentação no Facebook?

Nahhhhh... da mesma forma que a marca Coca-Cola não é o seu logo, mas as características que atribuis à marca. 
Uma marca pessoal não é um cartão de visita, um currículo, um logotipo. Na realidade uma marca pessoal tem tudo a ver com a tua personalidade. 
A tua personalidade é um conjunto de características que descrevem o teu comportamento, como interpretas o mundo e respondes ao mesmo. 
É a forma como os outros te vêem que caracteriza a tua marca e, os outros atribuem-te características que são consequência dos teus comportamentos - "O Miguel é tímido", "A Susana é organizada", "O Pedro é cavalheiro", "A Maria é pontual", "O Rodrigo é bom ouvinte",... . 
Obviamente que poderás e deverás trabalhar a tua marca de forma que as características principais verificadas pelos outros sejam traços da tua personalidade que te tornam único.

De que forma isso me pode ajudar?
Nunca poderás fazer depender da tua marca, características divergentes da tua personalidade, pois com o tempo, por muito esforço que faças, são os traços da tua personalidade que serão evidenciados e a tua marca acaba prejudicada. De nada vale se fores a um entrevista de emprego dizer que és analítico e no primeiro dia de trabalho falhas os mais básicos cálculos matemáticos. Também de nada vale se marcares um encontro com uma rapariga, dizendo que és um cavalheiro e depois nem sequer lhe abres a porta.

Mas e se numa entrevista de emprego derem valor a características que eu não tenho, ou se encontrar alguém de quem gosto muito que gosta de pessoas cómicas e eu não conseguir ter piada?
Bem, antes de mais, foca-te!
Se numa entrevista de emprego dão prioridade a características que não tens, talvez seja boa ideia pensares muito bem sobre a carreira que pretendes seguir e o perfil que essa carreira implica. 
É importante olhares para ti enquanto pessoa e avaliares o que te faz realmente feliz. Muitos de nós estamos presos a empregos ou a pessoas porque alguém nos disse em algum momento da nossa vida que aquela era a vida ideal para nós. 
Mas é também importante que dês valor aos teus pontos fortes. Pensa no que te torna único. Será a tua criatividade? A tua espontaneidade? A tua boa disposição? O facto de saberes 4 línguas? De teres experiência de viveres deslocalizado? Ou talvez o facto de te conseguires adaptar facilmente à mudança? Não interessa! Usa essas características que te tornam único e promove-as como as características da tua marca. 


Os empregos que me aparecem não têm nada a ver com a carreira que desejava para mim. O que faço?
Bem, não te conheço, portanto não posso avaliar. Mas porque estás em empregos que não correspondem à carreira que ambicionavas para ti?
Será que não seguiste a formação que precisavas? Será que estás agarrado a empregos que te aparecem porque esses são seguros? Será que ficaste agarrado a um emprego que odiavas tempo demais por conforto?
Actualmente todas essas situações são mais que prováveis. Afinal, o nosso mercado de trabalho está longe de responder às necessidades actuais dos trabalhadores. 
Se estás num emprego que não gostas, mas sabes exactamente a carreira que queres seguir, define isso no teu plano, dá-lhe um prazo, define o que precisas de fazer para atingires a tua carreira de sonho e persegue-a.

Mas para que serve o plano de marketing pessoal?
O plano de marketing pessoal é uma ferramenta extraordinária pois ajuda-te a focares-te no que é realmente importante. 
Neste plano vais definir os teus objectivos, a tua missão e visão, o teu público-alvo, o que tens para oferecer e de que forma vais apresentar a tua marca ao teu target. 
Por outro lado, o plano vai ajudar-te a definir timings para cada uma das tarefas que precisas implementar para chegares ao teu objectivo final. 


Lembra-te de alguns pontos principais:
  • Foca-te naquelas características da tua personalidade que são verdadeiros pontos fortes e, eventualmente, até únicas. É essas que queres que os outros vejam e reconheçam em ti. 
  • Geralmente as marcas mais fortes são aquelas que têm um cariz emocional maior. Já reparaste na quantidade de anúncios publicitários que recorre à emoção para que atribuas à marca características humanas?
  • Revê os teus sonhos. Estás no caminho que traçaste para ti ou estás a tentar adaptar-te a situações que não são as que te fazem feliz?
  • Um plano de marketing pessoal pode ser uma grande ajuda para o teu dia-a-dia. Ajuda-te a focar nos teus objectivos e no que precisas fazer para os atingires. Ajuda-te também a lembrares-te todos os dias da razão porque acordas todos os dias de manhã e vais trabalhar.

Descobre mais sobre a tua marca pessoal, como desenvolver o teu plano de marketing pessoal e encontrar o teu emprego de sonho ou a tua relação perfeita através dos workshops:
- Workshop A Marca EU e a Procura de Emprego
- Workshop A Marca EU nas relações pessoais e amorosas

Para mais informações contacta-me: planeandoavida@gmail.com


Até já,

M@rta




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Livro da Semana: os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Quem imaginaria que este livro, escrito por Stephen R. Covey em 1989 iria ainda hoje, 26 anos depois, ser considerado um livro "a ler". Não vou falar dos muitos milhões de livros vendidos, pois as fontes têm grandes discrepâncias, mas basta ver que estamos a falar de milhões em mais de 38 línguas para perceber que se trata de um livro que não se deve deixar na prateleira.Considerado pela revista Chief Executive como o livro mais influenciador do século vinte, este livro distingue as pessoas felizes e bem-sucedidas das restantes, através de 7 hábitos.


Embora tenha lançado em 2004 o livro “O Oitavo Hábito: da Eficácia à Grandeza”, é o livro que lançou em 1989 que continua a ser utilizado por empresas, líderes e pessoas em todo o mundo. Considerado um livro de gestão, é também visto como um livro de auto-ajuda, uma vez que defende que o êxito vem, acima de tudo, de dentro.
Covey defende que as pessoas podem adquirir a eficácia plena na vida, quer no contexto profissional, quer no contexto pessoal, a partir de 7 hábitos fundamentais, reforçando que a estes, é essencial associar a integridade e o carácter. Para Covey a eficácia na vida é mais do que o emprego de sonho ou uma liderança feroz. É antes o resultado de uma vida saudável, feliz e bem-sucedida, não podendo nunca ser atingida por aqueles que sacrificam o equilíbrio interior e a felicidade para atingirem o sucesso.

Vamos então ver quais são os hábitos defendidos por Stephen R. Covey:


HÁBITO 1: SER PROACTIVO
Ser proactivo significa assumir as escolhas e decisões que tomámos ao longo das nossas vidas e as suas consequências. Deveremos por isso fazer escolhas conscientes, associadas aos nossos princípios pessoais fundamentais e não às circunstâncias ou emoções do momento. Este hábito está relacionado com as qualidades de "autoconhecimento" e "autoconsciência". 


HÁBITO 2: COMEÇAR COM O OBJECTIVO EM MENTE
Começar com o objectivo em mente significa manter vivo o que se pretendes alcançar em cada tarefa que desempenhas. Mas para saberes o que pretendes alcançar, necessitas de ter claros para ti os teus valores pessoais básicos e os teus objectivos de vida. Para o efeito, Covey propõe a criação de uma declaração de missão. De acordo com Covey (Seven Habits Revisited: Seven Unique Human Endowments, 1991), a este hábito estão associadas as qualidades de "consciência" e "imaginação". 



No blog http://msb.franklincovey.com/ encontras um apoio à criação de uma declaração de missão nas 4 áreas: pessoal, familiar, equipa, valores pessoais. Também aí consegues ver alguns exemplos de declarações de missão de pessoas que nos inspiram desde sempre. De todos os exemplos que li, ficou-me gravado o de Erma Bombeck*, uma vez que o que lemos é tudo o que teria feito se pudesse viver outra vez. Usando esse exemplo, podemos perfeitamente pensar como gostaríamos de ter vivido se estivéssemos no final das nossas vidas.


*escritora americana, viveu entre 1927 e 1996. Escrevia uma coluna de jornal sobre a vida de uma dona-de-casa suburbana. Escreveu também 15 livros, dos quais muitos se tornaram bestsellers.


HÁBITO 3: PRIMEIRO O MAIS IMPORTANTE
De acordo com Covey (Seven Habits Revisited: Seven Unique Human Endowments, 1991), a este hábito está associada a qualidade de “força de vontade”. Este hábito está relacionado com a capacidade de autogestão eficaz, ou seja, a capacidade de organizar o tempo de acordo com as prioridades.
Priorizar, planear e executar as tarefas de acordo com a relação Importância vs Urgência, implica organizar as tarefas com vista aos objectivos que colocaste no hábito 2 – na declaração de missão. 



Sobre o tema da priorização das tarefas, li há alguns anos o livro “Engula Sapos” de Brian Tracy, um também conceituado autor de livros de gestão, que explicava que ao iniciar o dia deveríamos engolir os sapos, ou seja, aquelas tarefas que por serem uma dor de cabeça, não gostarmos de as fazer ou serem realmente muito importantes, nos deixariam depois o resto do dia livre para tarefas mais agradáveis e nos daria o sentido de realização rapidamente. 


HÁBITO 4: PENSE WIN-WIN (GANHAR-GANHAR)
O conceito win-win é trabalhar para o bem de todos, com a premissa que o nosso sucesso deriva do sucesso das pessoas à nossa volta (família, amigos, colegas). Este conceito está relacionado com a qualidade da “mentalidade de abundância”, porque a tua segurança deriva de princípios. 
Respeitar e valorizar os outros, com a consciência de que o sucesso de todos promove o sucesso individual é o modelo ideal da vida no dia-a-dia. “A mentalidade de abundância oferece mais lucro, poder e reconhecimento para todos”.



HÁBITO 5: PROCURE PRIMEIRO COMPREENDER, DEPOIS SER COMPREENDIDO
As qualidades presentes neste hábito são “coragem” e “consideração”, no sentido em que devemos primeiro compreender o outro antes de expor o nosso ponto de vista. Ouvir atentamente e entender a outra parte significa respeitar a outra pessoa e a sua opinião, dar-lhe a oportunidade de se explicar e a nós a oportunidade de ver outra perspetiva para além da nossa. Desta forma estamos a permitir à outra pessoa influenciar as nossas opiniões de forma genuína e, com isto, ter a coragem de mudar a forma como vemos as coisas, ao mesmo tempo que, de forma clara e respeitosa expomos a nossa opinião, oferecendo ao outro o nosso ponto de vista e, eventualmente, influenciando também a sua perspectiva. 
A outra pessoa só irá dar atenção ao que estás a dizer se se sentir compreendida, se sentir que tu também lhe deste atenção. Actualmente a escuta selectiva é parte do nosso dia-a-dia. Ouvimos o que nos interessa e passamos mais tempo a pensar na resposta que vamos dar do que em escutar activamente a outra pessoa – “A causa da maioria dos problemas é o básico problema de comunicação: as pessoas não ouvem com empatia. Ouvem de dentro da sua autobiografia. (…) Precisam de aprovação e falta-lhes coragem” (Seven Habits Revisited: Seven Unique Human Endowments, 1991).



HÁBITO 6: CRIAR SINERGIAS
O conceito de que 2 cabeças pensam melhor que 1 e que 3 pensam melhor que 2, … é um conceito que pressupões que todas as cabeças comuniquem e escutem activamente os outros à sua volta. A solução de muitos problemas não está da cabeça de 1, mas nas conclusões obtidas através daquilo que todos disseram.
Criar sinergias é isso mesmo: cooperar activamente, contribuindo para um objectivo comum, onde o todo é maior que a soma das partes. Combinar as forças de cada pessoa, significa aproveitar o melhor de cada uma na criação de algo extraordinário, impossível de conseguir com apenas 1 cabeça. Por isso mesmo a qualidade deste hábito é a criatividade.
Um exemplo é a escolha de 1 filme em casa. A mim apetece ver acção, a ti apetece ver comédia. Se ambos formos criativos, conseguiremos com certeza chegar a um filme que tenha ambas as coisas, tornando a decisão numa decisão win-win.


Importante na criação de sinergias é a mudança de atitude – “passar da comunicação defensiva para transacções de compromisso para alternativas e transformações criativas e sinérgicas.”





HÁBITO 7: AFIAR A FACA
Este hábito está relacionado com as qualidades de “desenvolvimento contínuo” ou “renovação pessoal” para ultrapassar a entropia. O desenvolvimento contínuo, inovação e refinamento, são a única forma de evitar cair em sistemas e estilos fechados. 
Isto significa preservar e melhorar o teu melhor trunfo: TU! Com este hábito deverás equilibrar e renovar os recursos que tens, a tua energia e saúde, criando assim um estilo de vida sustentável e saudável. De acordo com Covey deverás ter um programa de renovação constante nas 4 áreas da tua vida: física, social/emocional, mental e espiritual e, propõe-te algumas actividades:
Física: alimentação, exercício físico e descanso
Social/emocional: criar relações sociais significativas com os outros
Mental: ler, aprender, escrever e ensinar
Espiritual: passar tempo com a natureza, expandir o lado espiritual através da meditação, música, arte, oração ou serviço aos outros (voluntariado)
Covey defende que manteres este programa de desenvolvimento contínuo te dá a energia que necessitas para praticares também os outros 6 hábitos e para melhorares a capacidade de produzir e lidares com os desafios ao teu redor. 



E pronto... o resumo aos meus olhos do que aprendi com este livro fantástico e com este senhor... espero que tenhas gostado e que te tenha dado razões para leres o livro.

Se o teu inglês for bom, podes experimentar as ferramentas do blog http://www.franklincovey.com/resources. Aqui encontras vídeos, testes, e material de apoio dos mais diversos tipos. 


Sobre o autor:
Stephen R. Covey é um dos mais reconhecidos gestores do século XX. Nascido em 1932, faleceu 80 anos mais tarde, deixando um legado de ensinamentos que ainda hoje são reconhecidos e seguidos. Fundou o Covey Leadership Center e a FranklinCovey Corporation, que ajuda as organizações a atingir resultados que necessitam da mudança no comportamento humano.


Até já.

M@rta



sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Livro da Semana: MBA da Vida Real

Bem vindo/a ao livro desta semana.
MBA da Vida Real é um livro escrito por duas das minhas referências quando falamos de negócios e gestão: Jack Welch e a sua filha, Suzy Welch. Nunca irei esquecer o primeiro livro que li de Jack Welch, "Vencer", onde ele diz a franqueza é a parte mais importante da função de líder, uma vez que promove as ideias criativas, a rapidez das acções e permite que os colaboradores usem todo o seu potencial.





Hoje falo deste livro pois creio que está de alguma forma relacionado com o anterior "Marketing pessoal, és um produto de sucesso". De forma prática, com exemplos reais, este livro explica de que é feita uma empresa de sucesso. 
E muito embora o livro MBA da Vida Real fale de negócios, a verdade é que este livro se aplica na perfeição a qualquer situação: a ti que procuras um novo emprego ou uma iniciativa empreendedora, à organização de uma família, a uma equipa de pingue-pongue, até à equipa de uma empresa que eles mencionam. 

Além disso, não podemos esquecer que o trabalho corresponde a 1/3 da nossa vida: "O trabalho confere significado à vida das pessoas. Não todo o significado, é claro. É evidente que a vida, com a sua vasta riqueza e a sua profundidade, existe para lá do trabalho. Contudo, o trabalho pode conferir à nossa vida uma boa parte do seu propósito."

De acordo com Jack e Suzy Welch, no mundo profissional deveremos sempre estar em sintonia, ou seja, alinhados na missão, nos comportamentos e nas consequências. 
Como assim?
A missão determina para onde vai e porquê uma organização, a tua família, tu próprio/a e qual o significado que atingir a missão tem para ti e para cada uma das pessoas. Já os comportamentos são o resultado da importância da missão. É a forma como pensas, sentes e comunicas e como pensam, sentem e comunicam as pessoas dentro do grupo que estás a analisar (a tua equipa, a tua família, o teu grupo de canto, e até apenas tu mesmo/a). Finalmente, as consequências são os resultados do comportamento, por exemplo, um aumento, uma promoção, um convite, um pedido de casamento, uma surpresa, ou seja, o resultado da forma como tu, a tua equipa, a tua família,... "abraçam e promovem a missão e de que forma demonstram os comportamentos."

"Bom é quando a sintonia entre a missão e os comportamentos é impercetível. Numa empresa que tenha como missão o enfoque no cliente, os funcionários respiram empatia. Dão o número de telemóvel para que os possam contactar fora de horas. Levam a peito as queixas de mau serviço. Por eles, levavam os produtos todos para casa e testavam-nos, para garantir que funcionam na perfeição. Talvez estejamos a exagerar, mas já percebeu a ideia. A missão e os comportamentos têm de ser dois elos da mesma cadeia."

Num caso real, o director da Nalco diz "queríamos pessoas que ficassem realmente empolgadas todas as manhãs". E não é isso que queremos? Não queres acordar todas as manhãs com vontade de ir para o trabalho pelo que ele te traz? ou de ires para a escola, ansioso pelo dia que se segue, ou que os teus filhos acordem empolgados pelas actividades que vão ter? Isso é o comportamento relacionado com a forma como abraças a missão e a interiorizas.

Por sua vez, as consequências permitem compreender de que forma, positiva ou negativamente, tu ou as outras pessoas interiorizaram a missão e se comportaram de acordo com a mesma. Através de promoções ou compensações de algum tipo conseguimos compreender o resultado dos nossos comportamentos: uma prenda por uma boa nota na escola, um prémio por um trabalho inovador, o financiamento por um projecto de empreendedorismo, um resultado vencedor num jogo com a equipa adversária, um beijo por um jantar magnífico... todos estes exemplos são resultado de que o nosso comportamento correspondeu à missão que nos propusemos atingir. 
Infelizmente em muitas empresas e no dia-a-dia, as consequências não estão relacionadas com os comportamentos, pois estes não são correctamente medidos. Quando o chefe reconhece o excelente trabalho de um subordinado mas o mantém na mesma posição durante anos sem o desenvolver, quando os pais vêem o filho marcar um golo vitorioso mas não reconhecem o trabalho, quando a mulher encontra um jantar romântico à sua espera e não agradece,... todos esses comportamentos levam à separação da missão pelos intervenientes e, consequentemente a maus resultados.  

Após todo este detalhe para que o leitor compreenda a importância da missão, comportamentos e consequências, os autores explicam a importância do comportamento de um líder para que tudo o resto funcione. Na minha experiência profissional, e provavelmente na tua também, encontrei chefes e encontrei líderes... infelizmente o mundo actual tem mais chefes que líderes e por isso, muitas vezes, vemos o barco afundar. De acordo com os autores, um líder deverá:
  • por-se na pele do outro 
  • pensar em si como um diretor de significado
  • eliminar os obstáculos que se possam colocar aos elementos da sua equipa
  • demonstrar alegremente o «gene da generosidade»
  • fazer com que o trabalho seja divertido

"Levemos isto ao extremo. Na realidade, os melhores líderes preocupam-se mais com o seu pessoal do que consigo."

Talvez pelo contexto da minha própria vida, li este livro com uns olhos diferentes do que li o livro Vencer dos mesmos autores. Isto porque na altura em que li Vencer ainda era junior nas minhas funções a trabalhar numa multinacional e, portanto, apenas apliquei o conteúdo do livro ao meu trabalho e não a toda a minha vida.
Ao ler este livro, consigo perfeitamente aplicar o seu conteúdo à M@rta profissional e empreendedora, à M@rta no seu contexto familiar e à M@rta indivíduo.

Espero que consigas vê-lo como eu o vi e que este livro te traga bons e frutíferos ensinamentos para construíres um EU mais forte, uma família mais unida e uma ou mais equipas mais bem sucedidas.

Boas leituras.
Até já.

M@rta









sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Desenvolvimento Pessoal II: Conheces os teus valores?

E que tal? Gostaste do ficheiro que coloquei aqui no último post?

Foi fácil de compreender? De preencher?

Para mim não foi nada fácil… afinal, avaliares a pessoa que és não é fácil, principalmente quando tentas colocar a informação no papel, com palavras concretas. Precisas de tempo, precisas de escrever vezes e vezes sem conta, rabiscar, riscar e começar de novo.

E lembra-te que a forma como definiste quem és e quem queres ser não é inalterável.  Não esqueças que nós estamos a mudar constantemente. A pessoa que és neste momento não é a pessoa que eras há 2 meses. Aprendeste algo, mudaste algum conceito, definiste novas prioridades,…  e isso significa que a folha que preencheste hoje poderá alterar-se com o tempo, porque inclusivamente também vamos mudando quem somos. A pessoa que colocaste querer ser, poderá ser dentro de meses a pessoa que és e, nesse caso, a folha irá mudando, evoluindo contigo.

Contudo, há algo que se mantém inalterável ao longo da vida: os valores essenciais. Essa é a base da nossa essência e dificilmente os alteramos. Os valores são o que nos ajuda a tomar decisões – não roubar, não mentir, não maltratar são acções (ou não-acções) consequentes dos nossos valores. Por exemplo, uma pessoa que tenha optado pelo vegetarianismo tomou essa decisão devido aos seus valores, religiosos ou morais. Não gritares ou tratares mal os teus avós ou pais; optares por ajudar uma associação em vez de comprares umas calças novas,… todas essas acções estão relacionadas com os teus valores essenciais, a maioria deles absorvidos em criança através da nossa família, dos nossos professores, e das pessoas à nossa volta.

Mas a alteração dos nossos valores essenciais é possível!
 Por vezes os valores essenciais, resultado da nossa educação e dos valores dos nossos educadores, chocam com os valores que criámos ao longo da vida. Por exemplo, se os nossos pais tiverem valores que promovem o racismo, os nossos valores poderão ser contrários aos deles e, portanto, evoluíram a partir dos valores que nos foram passando na nossa infância. Mas os nossos valores também podem mudar na idade adulta, consequência de experiências de vida.

Os teus valores são uma das bases principais para o preenchimento correcto do ficheiro do último post ou de qualquer avaliação pessoal que faças.


E agora pergunto-te: conheces verdadeiramente os teus valores? 

Fica bem.

M@arta